segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Medo? Por quê?

Por que medo da vida, se ela é milagre de gratuidade? Medo da sombra, se ela é caminho da luz? Medo do outro, se ele é imagem de Deus? Medo do espelho, se ele reflete a verdade? Medo do hoje, se ele é apelo do eterno? Medo do ontem, se ele foi trampolim para o presente? Medo do amanhã, se ele é promessa de nascimento? Medo de mudança, se ela é caminho de libertação? Medo do amor, se ele é o sol da vida? Medo da lágrima, se ela é fonte de pureza? Medo da saúde, medo da saudade, se ela é esperança do infinito? Medo da perda, se existe a eternidade? Medo do abismo, se a ponte é segura? Medo da morte, se ela é começo de vida plena? Medo da queda, se ela é semente de grandeza? Medo do silêncio, se ele é linguagem da prece? Medo do abandono, se o amor é para sempre? Medo da solidão, se ela é saudade do encontro? Medo da sede, se canta uma fonte? Medo do relógio, se ele é ritmo da jovialidade? Medo da liberdade, se ela é a glória do homem? Medo da viagem, se ela conduz para casa?..

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